
Ex-secretário do Tesouro Nacional e um dos formuladores do teto de gastos, Mansueto Almeida afirma que a retirada de todo o Auxílio Brasil do teto de gastos pelos próximos quatro anos, como deseja o governo de transição, fará com que a dívida cresça rapidamente em 2023, o que assustará investidores.
“Se retiramos todo o Auxílio Brasil/Bolsa Família do teto de gastos pelos próximos 4 anos, a dívida pública, em 2023, crescerá entre 3 a 4 vezes o que cresceu nos últimos 4 anos. Isso vai assustar muitos investidores e não vai ajudar na redução da pobreza”, afirma.
Mansueto fez o alerta no Linkedin, , justamente no dia em que o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, deverá entregar o texto da PEC da Transição que trará a inovação.
“Se começarmos um novo governo com um déficit primário do setor público de R$ 200 bilhões (2% do PIB), será muito difícil em 4 anos conseguir terminar governo com superávit primário de 2% do PIB necessário para estabilizar dívida como % do PIB”, afirma Mansueto. “Isso pode mudar se houver aumento de carga tributária, o que não é bom.”
A manutenção do pagamento do Auxílio Brasil em R$ 600 como hoje custaria um adicional de R$ 52 bilhões.
“O problema não é R$ 600 do Auxílio Brasil/Bolsa Família que todos entendem como necessário. Mas isso seria R$ 50 bilhões a mais fora do teto e não R$ 175 bilhões”, afirma o economista.
fonte: Mariana Carneiro, jornal O Estado de S.Paulo



