Radicalização do discurso do PT é reflexo do desespero

Na Edição 277 da Revista Oeste, a repórter Rachel Díaz fala sobre a radicalização do discurso da esquerda nas redes sociais, observado nas últimas semanas.

No artigo Milícia digital sem freio, Rachel explica que a disseminação de narrativas favoráveis ao PT no ambiente digital não é algo novo.

A jornalista também avalia que, diante do desespero do governo Lula para se manter relevante, o tom deve ficar ainda mais agressivo.

Leia um trecho do artigo de Rachel Díaz sobre a radicalização do discurso do PT nas redes sociais

O tom hostil, as ofensas e a retórica binária do “nós contra eles” não são novidade, mas chegaram a tal ponto que mesmo a velha imprensa não pode mais ignorar. A fórmula, no entanto, vem de longe. A chamada militância digital — ou, como viraram sinônimos, “milícia digital” ou “gabinete do ódio” — é uma invenção petista.

As críticas à atuação nas redes sociais se intensificaram durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), quando aliados do PT acusavam o então presidente de comandar um “gabinete do ódio” — uma estrutura dedicada a atacar adversários e espalhar fake news. A acusação ganhou manchetes, CPI e escândalo, mas até hoje nada foi comprovado. A estrutura, na prática, nunca apareceu.

Ironicamente, muito antes do boom das redes sociais, o PT já dominava bem a lógica da comunicação digital. Quando os blogs ainda eram a principal vitrine política da internet, o partido montou seu próprio ecossistema de veículos simpáticos à esquerda. Durante o governo Dilma Rousseff, empresas estatais destinaram milhões para os chamados “blogs sujos”, termo cunhado em 2010 por José Serra para se referir aos blogs que eram assumidamente afeiçoados ao PT.

(…) À imprensa, o partido confirmou que pretende manter a estratégia, surfando na rara vitória digital sem mexer no tom. O que antes era prática de bastidor virou diretriz oficial: o PT agora incentiva abertamente o uso de ataques diretos e argumentos exagerados como ferramenta de propaganda — mesmo que o sucesso venha no grito, pelo escândalo, e não pela razão.”

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