O ministro do STF Alexandre de Moraes pressionou seus colegas para que todos assinassem uma carta em sua defesa na última 4ª feira.
Moraes acabara de saber que o governo dos Estados Unidos estava impondo a ele uma punição estabelecida pela Lei Magnitsky.
Não houve consenso.
Mais da metade dos 11 ministros do STF considerou impróprio fazer um documento assinado por todos para contestar uma decisão interna dos Estados Unidos.
Essa atitude dos colegas foi uma decepção para Moraes, que esperava ter unanimidade a seu favor.
Pensou-se então em outra saída: um jantar no Palácio da Alvorada, na noite desta 5ª feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de anfitrião para os 11 ministros do STF.
Nova frustração.
O quorum do jantar foi de apenas 6 dos 11 ministros –Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Faltaram ao encontro André Mendonça, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques.
Lula pretendia produzir uma foto para demonstrar unidade.
Apareceriam ele e os 11 ministros do Supremo juntos, de mãos dadas e defendendo a soberania do Brasil.
No final, só com 6 ministros, Lula acabou conseguindo demonstrar de forma clara um racha dentro do STF.
Há um sentimento no STF de que Moraes está levando a todos na Corte para um caminho sem volta.
Na decisão em que mandou colocar tornozeleira eletrônica no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro chegou a sugerir tacitamente que os Estados Unidos são “inimigos estrangeiros” do Brasil.
Esse tipo de linguajar foi considerado impróprio pela maioria dos ministros.
fonte: Diário do Poder


