Os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro comemoraram a adesão de dezenas de milhares de brasileiros aos atos realizados neste domingo contra o governo do presidente Lula e pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF).
Bolsonaro não participou porque teve sua liberdade restrita por medidas cautelares do Supremo.
A expectativa da oposição a partir de agora é de que a mobilização ajude a pressionar o Congresso pela aprovação de pautas como da anistia aos presos do 8 de janeiro de 2023.
As manifestações aconteceram em pelo menos 20 capitais, com os maiores públicos registrados em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Belém, Campo Grande e Porto Alegre.
Sem Bolsonaro, a oposição optou fazer atos espalhados pelo Brasil, abandonando a estratégia de concentrar o máximo de público possível e de lideranças políticas em uma cidade específica.
“Jamais esperei que hoje tivéssemos tanta gente para nos prestigiar”, afirmou presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, em discurso para uma multidão na Avenida Paulista, em São Paulo.
O ato na Avenida Paulista reuniu uma multidão maior a manifestação anterior, em 29 de junho
Apesar da ausência, Bolsonaro acompanhou parte dos discursos por meio de uma ligação feita por Nikolas Ferreira.
“Jair Bolsonaro não pode falar, mas ele pode ver isso aqui! Jair Bolsonaro é a tua força, mesmo estando preso dentro de casa. Essa é a sua força, a sua voz, as sementes que você deixou para o nosso país”, disse o parlamentar.
Lideranças da oposição avaliaram que a presença de público foi impulsionada pela empolgação com o aumento da pressão do governo do presidente americano Donald Trump sobre o STF, com o enquadramento de Moraes na lei Magnitsky, que o coloca ao lado de criminosos e párias internacionais que não podem fazer negócios com empresas dos Estados Unidos.
No Rio de Janeiro, reduto eleitoral da família Bolsonaro, o ato foi liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O filho do ex-presidente discursou ao lado de um papelão em tamanho real do pai.
“Quero agradecer a cada um que veio aqui hoje e ficou até esse momento embaixo desse sol. Eu sei que é cansativo, mas, para retribuir, vocês vão ouvir um ‘boa tarde’ do melhor presidente da história desse Brasil, que está na linha comigo agora”, disse o senador durante uma ligação com Bolsonaro.
Pelo telefone, o ex-presidente declarou:
“Obrigado a todos. É pela nossa liberdade. Pelo nosso Brasil. Sempre estaremos juntos”.


