Aliados que conversaram nos últimos dias com o presidente Lula disseram que ele desistiu de vez de conquistar o apoio dos evangélicos.
A postura do petista preocupa o Palácio do Planalto porque tem aumentado a rejeição ao governo nesse segmento da população, mais identificado com o bolsonarismo.
E a tendência é que o voto religioso tenha peso considerável nas eleições de 2026.
A única ponte que o Executivo tem hoje com os evangélicos é o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, mas a avaliação é de que ele, sozinho, não conseguirá reverter a visão negativa sobre Lula.
A avaliação negativa dos evangélicos sobre o presidente cresceu de 50% para 55% entre junho e julho, de acordo com o Datafolha.
Esse resultado reforça a percepção de Lula de que é inviável uma aproximação entre Planalto e essas denominações religiosas.
Aliados que acompanham o governo notaram que o petista parou recentemente de fazer menções religiosas em seus discursos.
fonte: Coluna do Estadão


