Ao menos três senadores aliados do presidente Lula pretendem oficializar suas saídas como membros permanentes da CPMI do INSS.
A debandada acontece após a oposição assumir o comando e a relatoria do colegiado que vai investigar os descontos irregulares e as fraudes nas aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O primeiro aliado do governo a pedir para deixar o colegiado foi o senador Otto Alencar (PSD-BA), que foi substituído pela senadora Augusta Brito (PT-CE).
Agora, a expectativa é de que Omar Aziz (PSD-AM), que foi derrotado na disputa pela presidência da CPMI, e Renan Calheiros (MDB-AL) oficializem suas saídas nos próximos dias.
Nos bastidores, os parlamentares que pretendem deixar o colegiado consideram o cenário “totalmente imprevisível” e enxergam riscos com as quebras de sigilo para além do próprio escândalo dos descontos fraudulentos.
Aliados dos senadores admitem que, em ano pré-eleitoral, ninguém quer se expor para defender o governo da acusação de desvio de dinheiro de aposentados.
A avaliação é de que o desgaste de defender o governo Lula na CPMI do INSS precisa ficar com os membros do PT.
Deputados e senadores aliados do PT serão orientados a cancelarem viagens oficiais ou a adiarem a realização de procedimentos médicos eletivos durante o funcionamento da CPMI do INSS.
A medida busca garantir presença da base governista nas votações, especialmente, durante a análise de requerimentos para convocações.
Os petistas tentam blindar o presidente antes do ano eleitoral.
fonte: Gazeta do Povo


