Pouco mais de um mês após anunciar a pré-candidatura ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) redobrou a postura afirmativa.
Amparado pela pesquisa Quaest que indicou crescimento nas intenções de voto e após resistir às pressões por eventual recuo, o senador está focado agora em encerrar as especulações sobre alternativas no campo da direita e da centro-direita e buscar que chamou de “unidade com todo mundo” dentro desses espectros políticos.
Flávio reafirmou de forma categórica que seguirá na disputa presidencial de outubro, classificando a decisão como irreversível.
Disse agir por delegação expressa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e descartou qualquer cenário de substituição.
“É uma coisa sem volta”, afirmou, ao sustentar que não há “outra possibilidade de candidatura” em discussão.
A declaração foi feita em Brasília, após visita ao pai na Superintendência da Polícia Federal, horas antes da transferência dele para cela especial na Papudinha.
Flávio ampliou o alcance político do discurso, enfatizando que quer construir um amplo arco de alianças.
“Vou continuar fazendo a minha parte e buscar a unidade com todo mundo [direita e centro-direita]”, disse.
O senador também tratou de desarmar ruídos internos.
Negou fissuras com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vistos por parte do Centrão como alternativas a ele.
Segundo Flávio, o movimento em curso é de convergência em torno de seu nome, ainda que respeitando o “tempo de cada um” para formalizar apoio.
Flávio também pediu cautela:
“Ele (Tarcísio) já declarou que vai me apoiar, então, não vamos pressioná-lo. Confio na lealdade dele”.
O senador argumenta que “o palanque de São Paulo, com um governador bem avaliado e com entregas, como Tarcísio, é o sonho de qualquer candidato”, enaltecendo a aliança.
Depois desse episódio, o governador de São Paulo deu uma demonstração mais enfática de apoio à candidatura de Flávio.
Tarcísio ressaltou que já disse que “ele é o meu candidato”.
“Pra mim o Flávio é um grande nome. Já falei que ele é o meu candidato”, afirmou. “A direita vai estar unida em torno de um nome. E o meu nome é o Flávio”, enfatizou.
Flávio procurou líderes da centro-direita
Flávio iniciou ofensiva para reduzir resistências, procurando dirigentes da centro-direita e mostrando perfil conciliador.
Disse estar aberto ao diálogo e que quer construir uma candidatura agregadora.
As resistências iniciais se ancoravam devido à sua elevada rejeição apontada por pesquisas eleitorais.
Apesar disso, a candidatura Flávio se consolidou com levantamentos que indicavam transferência expressiva de votos de Jair Bolsonaro para o filho 01 e desempenho competitivo em simulações de segundo turno.
Esse impulso na largada foi usado para tentar esvaziar a ideia de a candidatura ser só um balão de ensaio.
Em todas as ocasiões, ele destacou a prioridade comum de “derrotar o PT” e de unificar o campo conservador.
Nesse novo contexto, Ciro Nogueira, um dos comandantes da federação União Progressista (PP-União Brasil), passou a atuar para reorganizar o bloco de direita e centro-direita.
Ele reclamou por não ter sido ouvido sobre a escolha do PL por Flávio, mas agora diz que a candidatura Tarcísio está descartada.
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