Nunca tantos brasileiros foram atrás do “sonho paraguaio”

Foi-se o tempo em que o único motivo para se cruzar a fronteira com o Paraguai era comprar eletrodomésticos mais baratos.
Agora, um número recorde de brasileiros está chegando ao país vizinho com malas, documentos e esperanças por uma vida melhor.
  • ✈️ Os números falam por si só: O Paraguai concedeu 23,5 mil autorizações de residência para brasileiros no ano passado — mais da metade do total de estrangeiros.
Para se ter ideia, são tantos brasileiros enfrentando filas enormes atrás de documentação que o governo paraguaio criou mutirões de atendimento — chegando a processar 4 mil pedidos por dia.
💭 Estão achando que o Paraguai é o paraíso: Se antes a mudança era mais comum entre estudantes de Medicina em busca de faculdades baratas, agora o perfil mudou.
Quem aparece em peso nessas filas são empresáriosaposentados e famílias inteiras querendo recomeçar do outro lado da fronteira.

“Tá, mas qual é a razão de tudo isso?” 🤔

O principal motivo é mesmo econômico. Enquanto a carga tributária brasileira gira em torno de 32% do PIB, no Paraguai ela fica perto de 14,5%.
O sistema por lá é famoso pelo “10-10-10” — 10% de imposto de renda, 10% para empresas e 10% sobre consumo. Simples, direto e bem menor que no Brasil.
🏭 Não para por aí: Além dos impostos baixos, há o “sistema de maquila”, que permite que indústrias instaladas no Paraguai importem matéria-prima com imposto mínimo e exportem a produção com pouca tributação.
  • Não por acaso, gigantes brasileiras como Lupo e Riachuelo já produzem por lá.
✋ Muita calma nessa hora: Mesmo que o Paraguai cresça mais do que a média da América Latina, o país ainda enfrenta problemas estruturais.
Cerca de 62,5% dos trabalhadores estão na informalidade, os direitos trabalhistas são menores e os serviços públicos de saúde têm muitas limitações.
Isso ajuda a explicar por que muitos dos nossos compatriotas conseguem residência por lá, mas nem sempre ficam.

🇧🇷 Bottom-line: Segundo o Itamaraty, cerca de 263 mil brasileiros já vivem no Paraguai — fazendo do país a 3ª maior comunidade brasileira no exterior, atrás de EUA e Portugal.

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