A direita lançou uma ofensiva nas redes sociais contra o Desenrola 2, programa que o governo Lula criou para tentar reduzir o endividamento e garantir diálogo com a classe C em pleno ano eleitoral.
Políticos de destaque e até a pré-campanha de Flávio Bolsonaro miram a iniciativa, argumentando que, além de eleitoreira, ela seria um “paliativo” que não ataca as causas do problema.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato mais bem posicionado do campo da direita, prepara um vídeo em que classificará o programa como um esforço para “combater incêndio com um copo d’água”.
Segundo ele, o governo ignora a raiz do endividamento: o descontrole dos gastos públicos.
“Se o governo lança dois ‘Desenrola’ no espaço de apenas um mandato, é porque faltou fazer sua parte para evitar que os brasileiros se enrolassem, em primeiro lugar”, escreveu o parlamentar no X.
Flávio Bolsonaro reforçou: “O governo Lula é o mais enrolador e impostor da história!”.
A primeira edição do Desenrola, lançada em julho de 2023, foi apontada pela oposição como um fracasso.
Apesar dos esforços do Palácio do Planalto, o endividamento seguiu crescendo e alcançou patamares recordes no final de março, com mais da metade da população adulta enfrentando dificuldades para quitar débitos.
BLA,BLA, DA HERANÇA MALDITA
A estratégia governista é atribuir os números negativos à “herança maldita” da gestão Bolsonaro e ao avanço das bets como fatores de endividamento inédito da população.
Análises econômicas indicam que o descontrole dos gastos públicos gera fragilidade fiscal e déficits recorrentes, muitas vezes mascarados por manobras contábeis.



