O cantor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil defendeu a união de forças contra o que chamou de “ascensão do movimento de direita” no Brasil.
A declaração foi dada ao jornal britânico Financial Times em entrevista publicada neste domingo .
“Temos que nos unir contra a polarização da política no Brasil e a ascensão do movimento de direita” , afirma Gil, que comandou um ministério no 1º e 2º governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 2003 a 2008.
ESQUERDA GOSTA MESMO DA LEI ROUANET
Gilberto Gil já utilizou a Lei Rouanet. A sua empresa produtora, a Gege Produções, captou recursos via lei de incentivo para a realização de um show.
Esse projeto chegou a ser alvo de questionamentos pelo Ministério da Cultura em 2017, durante a gestão do ex-presidente Michel Temer, que rejeitou as contas do espetáculo.
APOIO A LULA, O DESCONDENADO
O músico manifestou sua visão sobre a possível candidatura de Lula a um 4º mandato presidencial.
“Vemos muitos dos mesmos nomes, os mesmos conceitos”, afirmou Gil ao Financial Times. O artista disse que “não há opção para nada diferente”.
Gil disse que mantém encontros com o presidente petista para discutir diversos assuntos.
O comprometimento de ambos com a política está entre os temas debatidos.
“Nos encontramos e discutimos as coisas. Discutimos o comprometimento dele com a política, e o meu, e como eles são diferentes”, disse .


