O advogado constitucionalista e comentarista político André Marsiglia analisou, em sua conta no X, o episódio em que Alexandre de Moraes, pediu para que o militar e réu Rafael Martins de Oliveira tirasse sua farda, durante interrogatório no STF.
Conforme o jurista, não há previsão legal para o ato contra Oliveira.
O militar, por lei (6.880/1980), só perde o direito de usar farda se for demitido ou se algum comandante determinar que não a use.
“Ao que consta, Moraes ainda não assumiu o posto de comandante e o militar se encontra na ativa. A ordem é ilegal e atenta contra a dignidade do militar, protegida pela Constituição.” explicou Marsiglia.
O magistrado, contudo, observou que a determinação partiu do próprio Moraes.
Conforme a defesa do tenente-coronel, não há nenhuma previsão legal que impeça Oliveira de comparecer com a indumentária.
“Ele está exposto a uma situação totalmente vexatória”, afirmou a defesa do militar. “Ele é obrigado a retirar a roupa dele e pegar uma emprestada.”
Além dos advogados de Oliveira, as defesas de outros réus se manifestaram contra a medida.
Por isso, chegaram a pedir o adiamento dos interrogatórios, visto que não teria havido despacho no processo com proibição ao uso da farda.
foto: Portal da Capital


