Câmara Federal não vota fim de ‘penduricalhos’ para servidores

Apesar do esforço do governo, a comissão especial que analisa o projeto de lei que põe fim aos “penduricalhos” nos salários de servidores não conseguiu atingir o quórum para discutir a proposta do relator, deputado Rubens Bueno (PPS-PR).

A proposta esbarrou em uma sala cheia de servidores que pressionavam contra a medida, horas antes de ministros do STF decidirem se aumentam ou não o próprio salário.

“Houve muita pressão de juízes e promotores. Além disso, alguns deputados que lá estiveram não registraram presença”, contou o relator.

Prioridade

O projeto é considerado prioritário pela equipe econômica para combater os casos em que os servidores se valem de parcelas consideradas indenizatórias (para ressarcir o servidor, como é o caso dos auxílios) para burlar o teto e camuflar um salário maior.

auxílio-moradia é visto como o exemplo mais escandaloso desse expediente e é um dos alvos principais do projeto.

Rombo nas contas públicas

O auxílio-moradia rende a todos os juízes o pagamento individual de R$ 4,3 mil mensais.

Cálculos iniciais apontavam que o governo deixaria de desembolsar R$ 1,16 bilhão ao ano com o aperto sobre os penduricalhos que turbinam salários de servidores para além do teto do funcionalismo, hoje em R$ 33,7 mil mensais.

fontes: Idiana Tomazelli e Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

 

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