
O Congresso está aprovando uma série de medidas que possibilitam ampliação bilionária dos gastos do governo Lula.
Programas sociais, flexibilizações fiscais e outras iniciativas em análise funcionam como um “kit reeleição” para o petista.
A conta já tem destinatário: o eleitor, que irá pagar com inflação e impostos numa economia já pressionada pela maior carga tributária desde 2010.
O “kit reeleição” também vem em um momento em que a popularidade de Lula está estagnada.
Pesquisa da Genial Investimentos/Quaest divulgada no dia 17 mostra Lula com 46% de aprovação e 51% de desaprovação.
As frentes do “kit reeleição”: como o governo busca votos em diferentes camadas sociais
Três frentes são bem claras na estratégia do governo para garantir o “kit reeleição” com ajuda do Congresso:
- programas sociais em expansão para garantir votos da população de baixa renda;
- mudanças tributárias que redistribuem renda de forma politicamente conveniente, beneficiando também a classe média, um grupo onde Lula não tem muita popularidade; e
- flexibilizações fiscais que criam espaço orçamentário para financiar toda a operação.
Primeira frente: programas sociais garantem base eleitoral popular
A primeira frente concentra-se na população de baixa renda, segmento onde a aprovação de Lula é historicamente mais sólida.
O investimento é pesado: R$ 192,5 bilhões anuais distribuídos entre Bolsa Família, Pé-de-Meia e benefícios complementares.
Bolsa Família: de complemento a alternativa ao trabalho
Conforme dados do Ministério do Desenvolvimento Social, em setembro são distribuídos R$ 12 bilhões para 18,1 milhões de domicílios, com valor médio de R$ 682,20 por família.
Benefícios complementares: tarifa zero na energia e vale-gás
A estratégia social se expande para benefícios cotidianos que impactam o orçamento familiar, como luz elétrica e gás de cozinha.
Câmara e Senado aprovaram no dia 17 medida provisória que amplia o alcance da tarifa social de energia.
A nova regra concede tarifa zero para consumo de até 80 kWh mensais — suficiente para geladeira, algumas lâmpadas e TV —, atendendo 11,5 milhões de consumidores de baixa renda.
Isso representa cerca de 15% de todos os consumidores residenciais do país.
Outro programa é o vale-gás, conhecido como “Gás do Povo”, para subsidiar o botijão de 13kg para famílias cadastradas no CadÚnico.
Segunda frente: classe média na mira com facilidades na habitação e alívio no Imposto de Renda
É aqui que entra a segunda frente.
O governo reconhece que a base popular não é suficiente para garantir a reeleição.
Desenvolve medidas para a classe média, segmento onde sua aprovação é frágil, de apenas 37% entre quem ganha mais de cinco salários mínimos.
A estratégia para esse público é diferente.
Em vez de transferência direta, o foco são facilidades habitacionais e redução tributária — temas que historicamente mobilizam esse eleitorado.
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fonte: Gazeta do Povo


