Deltan Dallagnol defende a criação da Fundação Lava Jato

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, definiu a decisão de criar uma fundação privada para gerir R$ 2,5 bilhões provenientes da Petrobras como “uma solução nova para um problema novo”.

” Foi adotada para manter no Brasil recursos que, do contrário, iriam para o Tesouro dos Estados Unidos. “Vamos deixar esse dinheiro ir embora?”, indagou.

O problema começou no ano passado, quando a Petrobras foi condenada a ressarcir nos Estados Unidos prejuízos que causou a investidores americanos.

Esse acordo estabeleceu que um pedaço da indenização, o equivalente a R$ 2,5 bilhões, seria pago pela Petrobras a “autoridades brasileiras.”

Segundo Deltan, há nesse trecho do entendimento as digitais da Lava Jato

“Houve a nossa interferência”, disse o procurador. “Argumentamos junto às autoridades americanas que o envio dos recursos mancharia a causa anticorrupção no Brasil. Praticamente tudo o que havíamos recuperado para a Petrobras iria para os Estados Unidos”, argumentou.

Chegou-se a considerar a hipótese de repassar os R$ 2,5 bilhões para um fundo gerido pelo Ministério da Justiça.

Chama-se Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

É abastecido com verbas provenientes de condenações judiciais e multas.

Esse dinheiro deveria cobrir despesas como a reparação de danos ao meio ambiente, a restauração de prédios e monumentos que compõem o patrimônio histórico nacional e vários “outros interesses difusos”.

Entretanto, essa alternativa teve de ser descartada, segundo Deltan, porque verificou-se que sucessivos governos se apropriam do fundo para reforçar o caixa do Tesouro, às voltas com déficits fiscais.

 

 

fonte: Josias de Souza, UOL

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