Gilmar diz “que é preciso por freios” nas investigações de candidatos às vésperas das eleições

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou que há um “hiperativismo” do Judiciário em relação a processos movidos contra alguns candidatos deste ano e um notório “abuso de poder de litigar” que confere riscos ao processo eleitoral.

Gilmar se referia à ação do Ministério Público desta terça-feira, 11, que levou à prisão de Beto Richa (PSDB-PR), ex-governador do Paraná e candidato ao Senado, e às ações do MP apresentadas no mês passado à Justiça contra Fernando Haddad (PT-SP), candidato a presidente da República, e Geraldo Alckmin (PSDB-SP), também candidato à Presidência.

O magistrado disse ainda que é preciso por “freios”.

“Acho que é preciso haver moderação. Do contrário, daqui a pouco nós podemos inclusive tumultuar o pleito eleitoral. Sabemos lá que tipo de consórcio há entre um grupo de investigação e um dado candidato”, acrescentou o ministro.

Acrescentou, em seguida, que podem haver “sérias consequências” para as eleições e isso “não é bom para a democracia”.

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