Governo de MS quer novo porto seco de Corumbá operando ramal ferroviário

O Governo de Mato Grosso do Sul defendeu a implantação de um novo porto seco em Corumbá com estrutura rodoferroviária para se integrar à Ferrovia Malha-Oeste, cuja recuperação foi garantida pelo presidente eleito Jair Bolsonaro com investimentos de R$ 5 bilhões.

O desenvolvimento logístico é estratégico para o Estado e o ramal ferroviário na área alfandegária é fundamental para atender o crescente comércio com a Bolívia.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, participou da audiência pública promovida pela Receita Federal sobre o novo porto seco, em Corumbá, e sugeriu a construção do terminal ferroviário, que não estava contemplado no edital da nova estrutura.

A proposta deve alterar o projeto original, cuja licitação está prevista para abril de 2019.

“O que destacamos na audiência foi que o porto seco deve ter a dimensão de prever o que nós, como Governo do Estado, temos como meta para o desenvolvimento futuro de Corumbá e região “, disse.

Para o secretário, as alterações sugeridas no edital garantem uma nova estrutura alfandegária que não venha a atender as necessidades de Corumbá para agora, mas para os próximos 25 anos, com a inversão do fluxo de mercadorias na fronteira a partir da exportação de ureia e outros produtos pela Bolívia.

Outro fator preponderante nessa discussão – adiantou Verruck -, que deve ser considerada, é a posição tomada pela Bolívia de eleger a Hidrovia do Paraguai como o caminho para chegar seus produtos ao mercado internacional.

O porto seco de Corumbá abrange a captação de cargas de todo o País, principalmente das regiões Sul e Sudeste.

Dados de 2015, apontam que mais de 90% da movimentação (856 mil toneladas) era para exportação, cabendo às importações a fração de 51 mil toneladas.

fonte: Sílvio Andrade – Subsecretaria de Comunicação

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