O Palácio do Planalto organizou uma ofensiva política para tentar proteger os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF, na CPI do Crime Organizado.
A informação foi divulgada pela CNN Brasil.
Ofensiva com 21 requerimentos
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o senador Jaques Wagner (PT-BA) protocolaram 21 requerimentos direcionados a nomes ligados à oposição.
Entre os alvos estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro, como Paulo Guedes, João Roma e Ronaldo Bento.
Também está na lista o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto.
Os pedidos incluem ainda convocações dos governadores Cláudio Castro (RJ) e Ibaneis Rocha (DF).
A estratégia envolve ainda atingir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por meio da convocação de sua ex-contadora, Letícia Caetano dos Reis.
Tentativa de esvaziar foco sobre ministros
Segundo a CNN Brasil, a intenção do governo é ampliar a pauta da comissão com novos requerimentos para diluir o foco da oposição sobre Moraes, Toffoli e integrantes do próprio Executivo.
Entre os nomes citados pela oposição está Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e apontado como próximo de Jaques Wagner.
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