Durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF, o governo Lula intensificou a liberação de emendas parlamentares.
Em apenas duas semanas, foram pagos R$ 3,2 bilhões, em uma estratégia para enfraquecer a articulação política que busca aprovar uma proposta de anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado.
O movimento ganhou força diante da possibilidade de o presidente da Câmara, Hugo Motta, levar o tema ao plenário.
Parte do Centrão defende a anistia, enquanto outra ala considera estratégico votar o projeto para derrotá-lo.
A meta do governo é ampliar o apoio desse segundo grupo e, com isso, enterrar de vez o perdão a Bolsonaro.
Recorde do ano em pagamentos de emendas
O ponto mais expressivo ocorreu na última terça-feira (9/9), quando o Executivo desembolsou R$ 2,3 bilhões em um único dia, justamente quando os ministros do STF retomaram a análise do processo.
Segundo levantamento do portal Metrópoles, foi o maior valor de 2025 até agora e o nono maior repasse diário da série histórica.
Nos bastidores, a avaliação é de que novas liberações devem ocorrer nos próximos dias, direcionadas às bases eleitorais dos parlamentares, numa tentativa de consolidar o apoio necessário no Congresso.


