MS inicia com estatal chinesa projeto para produzir etanol a partir de resíduos do milho

O ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa) e a Sinochem, estatal chinesa com empresas em diversos setores, deram início, nesta semana ao “Projeto ZEA2G – Desenvolvimento do Processo de Produção de Etanol 2G a Partir de Resíduos do Milho e Integração com a Produção de Etanol 1G”, que utilizará como matéria-prima os resíduos da produção de milho.

Segundo a diretora do ISI Biomassa, Carolina Andrade, o projeto consistirá no trabalho de uma biorrefinaria de milho.

O especialista em biocombustíveis e desenvolvedor de novos negócios da Sinochem Petróleo Brasil, João Monnerat, explicou que no Brasil sempre teve um paradigma de utilizar a cana-de-açúcar como matéria-prima principal para o etanol.

“No entanto, devido às regionalidades, de dois anos para cá, começamos a observar que em algumas regiões, principalmente o Centro-Oeste, era muito mais interessante a utilização do milho, tanto do ponto de vista econômico, quanto ambiental. O milho é produzido na safrinha da soja e é difícil escoar para o litoral para ser exportado, então, é melhor gerar emprego e renda na região, que na maioria das vezes é deficitária em energia”, detalhou.

Ele acrescentou que a tecnologia do etanol do milho é bem estabelecida nos Estado Unidos, mas no Brasil é uma algo relativamente novo.

Ainda conforme João Monnerat, a ideia do projeto é utilizar resíduos da produção do milho e valorizar os coprodutos da produção.

“Nós produzimos farelo de milho e esse farelo pode ter um valor maior ou menor, de acordo com a forma como é tratado. Então estamos tratando da eficiência para gerar mais etanol como também para gerar mais valor para a empresa com um coproduto valioso”, finalizou.

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