Uma nova leva de documentos vazados, revelados pelo jornalista americano Michael Shellenberger traz à tona alegações que o STF usou ilegalmente postagens de redes sociais para prender manifestantes e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo os documentos denominados “Arquivos do 8 de Janeiro”, uma força-tarefa de inteligência secreta foi formada com o objetivo de identificar e manter presos manifestantes após a invasão dos prédios dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023 – mesmo os que não teriam cometido atos violentos.
Entre os principais pontos revelados pelos arquivos, estão:
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A existência de um grupo secreto no WhatsApp que teria coordenado a produção de “certidões de inteligência” para incriminar suspeitos;
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A detenção prolongada de manifestantes enquanto suas redes sociais eram vasculhadas por evidências de discurso político;
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A utilização de discursos e postagens online como prova criminal, em vez de ações concretas;
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A negação de acesso de advogados de defesa aos materiais probatórios;
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O uso de um banco de dados biométrico supostamente sem respaldo legal para identificar e localizar suspeitos.
A investigação aponta que:
“Moraes, servindo aos interesses de Lula, contornou a lei para efetivamente criminalizar o discurso político. Sua repressão judicial excessiva contra os manifestantes ajudou a legitimar a narrativa de que o 8 de janeiro foi uma “tentativa de golpe” coordenada – uma narrativa central para o processo em andamento do tribunal contra Bolsonaro”.
Na rede social X, antigo Twitter, Michel destaca que há casos absurdos nas prisões e lembra que os critérios para manter alguém preso incluíam seguir páginas de direita, criticar Lula ou o STF, ou postar algo em apoio aos protestos.
O jornalista afirma ainda que está arriscando tudo, a carreira, a segurança e a liberdade dele para divulgar os documentos.


