Partido de Bolsonaro articula estratégia ‘anti-Renan’ no Senado

Após declarar apoio à candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados, o PSL, partido do presidente  Jair Bolsonaro, tenta construir uma estratégia para evitar que Renan Calheiros  volte a presidir o Senado.

Renan é considerado nome “hostil” ao novo governo por aliados de Bolsonaro.

O governo precisará do apoio dos comandos da Câmara e do Senado para aprovar medidas como a reforma da Previdência.

O PSL articula a construção de um consenso entre os senadores que já se movimentam como pré-candidatos à presidência da Casa e fazem oposição a Renan.

Nesta quinta-feira, 3, o presidente do partido, deputado eleito Luciano Bivar (PE), confirmou o nome do senador eleito Major Olímpio (SP) para a presidência do Senado.

Ao Estadão/Broadcast, Olímpio admitiu que desistirá da disputa se um aliado se destacar como nome anti-Renan.

“Já estava fazendo isso (tentando unificar candidaturas anti-Renan), tanto que estava conversando com as candidaturas colocadas e buscando um consenso. A única coisa que mudou é que eu passo a ser mais um desses (candidatos), mas procurando esse consenso”, disse. “Serei eu o intransigente em dizer que a minha candidatura tem de ser única e absoluta? De forma nenhuma.”

 A nova legislatura tomará posse em fevereiro.

Um fator determinante para a vitória de um grupo contrário a Renan será a possível votação aberta.

Em 19 de dezembro, ministro Marco Aurélio, do STF, concedeu liminar obrigando que a eleição para o próximo presidente da Casa seja aberta.

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