Pesquisa CNI sobre que brasileiros esperam do próximo presidente

A prioridade do próximo presidente da República deve ser a promoção de mudanças sociais, com melhoria da saúde, educação, segurança e desigualdade social, se depender da opinião da maior parte dos brasileiros.

Essa foi a opção que teve o maior número de votos (44%) entre os brasileiros entrevistados pela CNI e o Ibope para realizar a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Perspectivas para as eleições de 2018.

Em segundo lugar, com 32% dos votos, aparece a moralização administrativa, com combate à corrupção e punição de corruptos.

Um número menor de pessoas acredita que entre as três opções apresentadas, a prioridade deve ser a estabilização da economia, com queda definitiva do custo de vida e do desemprego (21%). Do total de entrevistados, 1% não quis escolher entre as três opções e 2% não souberam responder.

PERFIL DO PRESIDENTE

 A maioria dos eleitores concorda que é importante que o candidato acredite em Deus (79%), mas não necessariamente o candidato precisa ser da mesma religião que eles – apenas 29% acham muito importante que o candidato seja da mesma religião. Questionados sobre a classe social do candidato, 52% concordam que preferem candidatos de família pobre. Quanto menor a renda familiar dos eleitores, maior o percentual de concordância de que eles preferem votar em candidatos de família pobre.

Entre as características pessoais que são consideradas muito importantes no candidato, 87% disseram que a principal é ser honesto e não mentir em campanha. Como podiam votar em mais de uma opção, aparecem outras com percentuais acima de 80%: nunca ter se envolvido em casos de corrupção (84%) e transmitir confiança (82%). As características pessoais com menor quantidade de avaliações como ‘muito importantes’ entre as opções apresentadas foram: ter pouca exposição da vida pessoal (40%) e ser da sua religião (29%).

Já entre as características profissionais, a primeira é conhecer os problemas do país (89%), seguida por ter experiências em assuntos econômicos (77%), por ter boa formação educacional (74%). As opções menos votadas foram: ter trabalhado no setor privado (40%) e ser militar (27%).

CANDIDATOS X PARTIDOS – A grande maioria (72%) concorda que votam nos candidatos que gostam, independentemente do partido em que estejam. Questionados sobre que partido têm mais simpatia, menos da metade quis escolher uma opção. Enquanto 48% dos eleitores dizem não ter preferência por nenhum partido, 5% não souberam ou não quiseram responder.

Somente quatro partidos tiveram mais de 1% de votos. São eles: PT (19%), MDB (7%), PSDB (6%) e PSOL (2%). Outros 11 partidos tiveram 1% de votos cada e 3% dos eleitores escolheram partidos com menos de 1% de citações cada.

Dos entrevistados, 58% discordam que o seu voto para deputados e senadores serão para candidatos do mesmo partido do voto para presidente.

CORRUPÇÃO PREOCUPA – A pesquisa mostra que 44% dos eleitores estão pessimistas em relação às eleições. Outros 23% não estão otimistas nem pessimistas, 20% estão otimistas e 13% não souberam responder.

O principal motivo para o pessimismo é a corrupção – apontada por 30% em pergunta com resposta espontânea. Também foram apresentados como motivos para o pessimismo a não confiança no governo e nos candidatos (19%). Questionados sobre votar em um candidato acusado de corrupção, mas que tenham o mesmo alinhamento ideológico que eles, 79% dos entrevistados discordaram.

Dos 20% da população que se dizem otimistas, 32% afirmam acreditar na mudança e renovação, 19% têm esperança no voto e na participação popular.

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 10 de dezembro de 2017 e possui margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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