PF vai investigar bate-boca entre Lewandowski e brasileiro indignado

A Polícia Federal vai  apurar em um inquérito policial a discussão entre o ministro Ricardo Lewandowski do STF e o advogado e passageiro Cristiano Caiado de Acioli em um voo que ia de São Paulo para Brasília, nesta terça-feira.

Após ouvir do advogado que o Supremo é uma ‘vergonha’, o ministro questionou se ele queria ser preso e pediu aos comissários da aeronave que chamassem agentes da Polícia Federal.

A conversa foi gravada e divulgada nas redes sociais.

O caso

O episódio ocorreu no voo G3 1446, da Gol, que deixou o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 10h45, e aterrissou no Aeroporto Internacional de Brasília às 12h50, com 20 minutos de atraso.

Em um vídeo gravado pelo advogado, Acioli diz:

“Ministro, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando eu vejo vocês’.

O ministro responde: ‘Vem cá, você quer ser preso? Chamem a Polícia Federal, por favor’. Em seguida, o ministro diz que o advogado terá de explicar para a Polícia Federal o que falou a ele.

Acioli foi conduzido à Superintendência Regional do Distrito Federal, onde prestou depoimento, tendo sido liberado em seguida.

“Sou pessoa que tem retidão na vida, procuro não fazer mal aos outros, sou uma pessoa patriota, serena, amo o Direito e o País e acho que todo o cidadão tem direito de se expressar e sentir vergonha ou não pelo Supremo Tribunal Federal. Eu disse o que penso. A gente não vive ainda ditadura neste país. Acho que todas as pessoas têm direito de se expressar de forma respeitosa”, disse.

Ricardo Lewandowski informou na noite desta terça-feira que  acionou a autoridade policial para que apurasse eventual prática de ato ilícito, nos termos da lei’.

 

 

 

 

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