O jurista André Marsiglia afirmou que documentos atribuídos à chamada “Vaza Toga 2” revelariam um esquema de “eugenia ideológica” no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, com impactos diretos sobre processos de réus dos atos de 8 de janeiro.
Segundo ele, a prática poderia levar à nulidade de todas as ações judiciais relacionadas ao caso.
A reportagem revelou que réus do 8 de janeiro teriam sido “fichados” com base em posicionamentos políticos durante os procedimentos de custódia.
“Você já postou contra o STF? Você já postou a favor de um político de direita? Você já postou contra o PT?”, disse Marsiglia, ao reproduzir as perguntas que, segundo ele, eram feitas.
Para o jurista, esse enquadramento configuraria vício processual insanável.
Jurista fala em falta de apuração
Marsiglia criticou a ausência de investigações sobre o caso.
Ele argumentou que, se confirmadas, as práticas relatadas configurariam crime de prevaricação, mas disse não acreditar que apurações sejam abertas.
“As pessoas hoje aqui nesse país só investigam o que você pensa, mas o que elas fazem contra aqueles que pensam, aí ninguém investiga.”
Ao final de sua fala, Marsiglia disse que a prática descrita “destrói o Estado para perseguir politicamente as pessoas que são diferentes ou pensam diferente daqueles que hoje ocupam o poder”.


