
A reforma do Imposto de Renda (IR) continua na gaveta do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
Nada de muito polêmico contém o projeto, mas o cativeiro em que se encontra tem a ver com a previsão de cobrança de IR sobre lucros e dividendos de grandes empresas.
Senadores jovens, eleitos sem gastar grandes somas, revelaram que são os suplentes, que bancam campanhas dos titulares, quem barram a reforma.
Além de suplentes, há também senadores milionários no mandato.
O projeto engavetado prevê que lucros e dividendos pagarão 20% de Imposto de Renda na fonte, mas não fundos de investimento em ações.
O Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) será reduzido de 15% para 8%, mas isso não foi suficiente para agradar os muito ricos.
A correção na faixa de isenção da tabela do IR, definida na reforma, é a maior desde o Plano Real, com redução significativa do imposto devido.
De acordo com a reforma que não agrada aos mais ricos, cerca de 16 milhões de brasileiros (metade dos declarantes) ficariam isentos.



