Em entrevista ao podcast “Direto de Brasília” nesta semana, o senador Sergio Moro analisou o legado da Operação Lava Jato.
Como enxerga o posicionamento do STF com a Lava Jato, após a sua saída?
Ali houve uma reviravolta política. Claramente, não existe razão jurídica para a anulação dos processos.
O próprio STF autorizou a prisão do Lula em março de 2018.
Ele foi condenado em mais de uma instância, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), depois o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação.
A realidade está posta: o STF reconheceu e manteve a prisão e as condenações.
Depois, numa reviravolta política, anulou as condenações.
Acho que é uma decisão absolutamente errada, mas segue a vida.
E qual foi o legado da Lava Jato?
As pessoas despertaram para os males da corrupção.
Primeiro teve o mensalão — eu, inclusive, era juiz auxiliar do STF em 2012, quando houve o julgamento —; depois veio a Lava Jato.
Qual país prospera dessa forma, onde a trapaça vira regra e o crime vira rotina?
A Lava Jato mudou a percepção sobre esse problema.
Infelizmente, a tradição da impunidade voltou com força e até para intimidar.
Mas a gente não se dobra, e tenho certeza — claro que não será fácil —, essa pauta voltará com força.
Precisamos retomar, porque o país não aguenta.
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