Na agenda de aniversário dos 20 anos do Tesouro Direto, o governo prepara o lançamento de um título voltado especialmente para a aposentadoria individual dos investidores pela plataforma do programa de venda pela internet.
Nesse modelo de investimento, haverá um período de acumulação, de 30 anos a 40 anos, no qual o aplicador não recebe o pagamento pelo Tesouro do fluxo de juros do papel. Somente depois desses anos, o investidor passa a receber o pagamento mensal como se fosse uma aposentadoria.
Por exemplo, se o investidor quiser após 40 anos ter uma renda de R$ 5 mil, vai saber qual a quantidade de títulos que precisará comprar para garantir na aposentadoria essa renda mensal por 20 anos.
O desenho do novo papel é inspirado nos estudos do Nobel de Economia, Robert Merton, do seu colega Arun Muralidhar. E mais recentemente também do brasileiro Fabio Giambiagi.
Em conjunto com os colegas Mauricio Dias Leister., Arlete Nese e André Dovalski, Giambiagi publicou um artigo sobre o tema pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da FGV.
Para Giambiagi, o cidadão merece ter essa alternativa no seu “cardápio” de opções.
O texto dos economistas traz o resultado de algumas simulações.
Uma das tabelas, extraída com base no site www.longevitaprevidencia.com, mostra que, assumindo um juro real anual de 3%, uma aspiração a uma renda mensal de R$ 1.000 por 20 anos requer acumular até a aposentadoria um capital de R$ 197 mil e que isso pode ser conseguido com depósitos mensais de R$ 264 durante 40 anos.
fonte: Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo
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