Mesmo após virar réu no STF por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deposita a esperança de eventual reviravolta no julgamento em duas figuras: o ministro Luiz Fux, que faz parte desse colegiado no STF, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Fux, apesar de ter acompanhado Alexandre de Moraes na votação unânime (5 a 0) para aceitar a denúncia da PGR contra Bolsonaro citou divergências sobre penas excessivas a réus, citando a cabelereira Débora Rodrigues dos Santos, e indicou outras dúvidas.
Trump, por sua vez, emerge como o mais poderoso crítico da censura do Judiciário brasileiro, sobretudo de Moraes, por meio de manifestos de sua equipe de governo, iniciativas de aliados no Congresso e de ações na Justiça.
Espera-se que sanções dos EUA a autoridades do Brasil forcem recuos efetivos do ministro do STF.
Bolsonaro também aposta que as manifestações das ruas em prol da anistia e os esforços da oposição no Congresso para levar o tema adiante levassem o presidente da Câmara, Hugo Motta, a pautar o projeto que prevê anistia.
Especialista vê desafios para Bolsonaro reverter sua situação jurídica
O cientista político Ismael de Almeida avalia que a esperança de Bolsonaro de reverter a sua situação jurídica por meio de Fux e Trump enfrenta graves desafios.
“O ministro mostrou cautela quanto às penas do 8 de janeiro, mas isso não significa que votará contra a condenação de Bolsonaro”, salienta.
No cenário externo, o especialista vê nas críticas explícitas do governo Trump ao STF, sobretudo a Moraes, um fator de tensão na relação bilateral entre Brasil e EUA.
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fonte: Gazeta do Povo