
Atlas: STF e Congresso Nacional têm péssima avaliação dos brasileiros
O Congresso Nacional aparece como a instituição que mais desperta desconfiança entre os brasileiros, segundo a pesquisa Atlas/Estadão.
Ao todo, 81% dos entrevistados afirmam não confiar no Legislativo federal.
Apenas 8% dizem confiar na instituição.
O resultado representa uma piora em relação ao início da série histórica da Atlas, em janeiro de 2023.
Naquele período, 57% dos entrevistados afirmavam não confiar no Congresso.
O índice chegou a 86% em março deste ano e recuou para 81% no levantamento mais recente.
No mesmo intervalo, a parcela que declarava confiança caiu de 24% para 8%.
A pesquisa avaliou a percepção dos brasileiros sobre 13 instituições.
O STF aparece na segunda posição entre aquelas que mais despertam desconfiança.
Cerca de seis em cada dez entrevistados afirmam não confiar na Suprema Corte.
Percepção sobre Congresso e STF
Yuri Sanches, líder de análise política da AtlasIntel, relacionou a piora na percepção sobre o Congresso às investigações que atingiram parlamentares.
Entre os casos citados estão apurações sobre a destinação de emendas e sobre possíveis relações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Segundo Sanches, existe uma percepção de que congressistas priorizam interesses corporativos em detrimento de pautas consideradas de interesse da população.
No caso do STF, o analista afirmou que o nível de desconfiança também alcançou um patamar elevado. Para ele, o resultado está relacionado às revelações envolvendo ministros da Corte e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Sanches afirmou que novos avanços nas investigações da Polícia Federal podem prolongar essa percepção negativa.
Na avaliação dele, a baixa confiança no Congresso e no STF favorece o surgimento de candidaturas com discurso antissistema e aumenta a atenção sobre a eleição para o Senado.
Enquanto Congresso e STF registram os maiores índices de desconfiança, as polícias aparecem entre as instituições com maior confiança.
A Polícia Civil registra 60%, a Polícia Federal, 58%, e a Polícia Militar, 56%.
O levantamento ouviu 1.852 brasileiros entre 17 e 21 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório.
A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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