A PGR, Gonet, e a delação de Vorcaro…Deixa prá lá
Em áudio obtido pela revista Veja, Daniel Vorcaro descreve a reação inicial de um auxiliar da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao ouvir a proposta de colaboração que mencionava Lula (PT).
Segundo a revista, o banqueiro — preso em Brasília desde março — relata a um interlocutor o que teria ocorrido na primeira vez em que seus advogados.
Levaram à PGR uma proposta de delação que incluía o nome de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, amigo de longada data do atual presidente e já apontado como seu “operador”.
No trecho, Vorcaro afirma que “Ubiratan”, descrito como braço-direito do procurador-geral Paulo Gonet, teria reagido dizendo:
“Pelo amor de Deus, cê não tem nada disso aqui não”.
Ainda de acordo com o relato, os interlocutores da Procuradoria teriam argumentado que o pagamento foi feito em dinheiro vivo e, por isso, não poderia ser provado, sugerindo que o trecho fosse retirado da proposta.
“Eles já saíram na largada assim”, diz Vorcaro na gravação.
A revista Veja informa que o nome de Ubiratan aparece ao final do áudio, mas o trecho foi cortado para preservar a identidade do interlocutor do banqueiro.
A publicação se soma a outra reportagem da revista, da edição em bancas, em que Vorcaro relata ter liberado R$30 milhões em dinheiro vivo para um filme sobre Lula e também ter repassado quantias ao Instituto Lula.
A PGR, em nota, afirmou que as tratativas de colaboração premiada envolvendo Vorcaro foram sempre mediadas por advogados contratados pelo investigado e que todas as propostas formalizadas pela defesa foram recebidas na forma em que foram elaboradas, “sem juízo nem recusas prévias”.
A Polícia Federal divulgou nota dizendo que Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado nem entregou à instituição anexos, documentos ou informações sobre o tema.
Os advogados de Vorcaro confirmaram que o dono do Banco Master “possui informações personalíssimas e relevantes para o caso e segue disponível para contribuir com as autoridades”.
A Veja diz que os relatos estão em áudios obtidos com fontes próximas ao banqueiro, que acompanharam as tentativas de delação na PGR ou na PF; as identidades foram preservadas.
fonte: Diário do Poder
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