Domingo, 6 de setembro de 2026 · Campo Grande, MS
Brasil

Coordenador de Lula chama crise fiscal de “fake news”

Gabrielli, coordenador de Lula, no mundo da Lula

O coordenador do programa de governo do presidente Lula (PT), José Sergio Gabrielli, afirmou nesta segunda-feira (31) que a avaliação de que o Brasil enfrenta uma crise fiscal é “fake news”.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele disse que os principais indicadores econômicos não apontam para um cenário de crise.

Gabrielli citou a queda do IPCA-15, o baixo desemprego, a situação da balança de pagamentos, o nível das reservas internacionais e o controle da taxa de câmbio para sustentar sua avaliação.

“Não existe uma questão fiscal, ou uma crise fiscal. É meio fake news isso. A economia brasileira está apresentando bons sinais, o desemprego é baixo, não temos problema da balança de pagamentos,  disse Gabrielli à Folha. “Não há nenhum motivo para pânico”, acrescentou.

A declaração contrasta com a posição defendida pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O titular da pasta tem defendido a redução gradual das despesas e o fortalecimento do arcabouço fiscal.

Divergência sobre a política fiscal

A trajetória da dívida pública é um dos principais pontos de preocupação entre economistas.

Gabrielli, porém, avalia que o cenário não apresenta risco imediato.

Segundo ele, as projeções do mercado para os indicadores macroeconômicos do próximo ano permanecem estáveis.

Dentro da campanha de Lula, o coordenador é associado a setores do PT que defendem maior flexibilidade nas regras fiscais para permitir mais investimentos.

Durigan segue uma linha diferente.

O ministro reconhece a necessidade de conter despesas e sustenta a manutenção das regras atuais do arcabouço fiscal.

Pressão por mais impostos

Gabrielli também recebeu nesta semana representantes de movimentos favoráveis à taxação dos chamados “super-ricos”.

O objetivo é formular uma resposta à pressão por maior controle das despesas públicas.

A discussão sobre a política fiscal ganhou espaço dentro da própria campanha de Lula.

Enquanto integrantes do governo defendem o cumprimento das regras fiscais, setores do PT pressionam por maior espaço para investimentos e gastos sociais.

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