Quinta, 2 de julho de 2026 · Campo Grande, MS
Brasil

Direita adia voto impresso e mira mudanças na apuração

Direita tenta evitar bizarrices das eleições 2022

O Partido Liberal (PL) prepara um pacote de sugestões para apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com propostas de mudanças na organização das eleições que miram aprimorar o processo eleitoral.

Entre elas estão a descentralização da totalização dos votos e a revisão de zonas eleitorais localizadas em áreas dominadas pelo crime organizado.

 Integrantes da cúpula do partido afirmam, porém, que o PL não desistiu de defender o voto impresso e esperam retomar a pauta em um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência.

Coordenado pelo deputado Eduardo Pazuello (PL-RJ), um grupo de trabalho prepara ao menos oito sugestões para apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), comandado por Kassio Nunes Marques.

“Vamos levar oito sugestões ao novo presidente do TSE para que ele avalie de que forma é possível aprimorar o processo, porque acreditamos que isso dará mais equilíbrio aos partidos”, afirmou, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante .

Segundo o deputado, a legenda continuará defendendo o voto impresso, mas reconhece que a medida não seria viável para as eleições deste ano.

PL quer mudar modelo de totalização dos votos

A principal proposta em elaboração pelo grupo de trabalho do PL é a descentralização da totalização dos votos das urnas eletrônicas.

Hoje, os boletins de urna gerados em cada seção eleitoral são transmitidos à Justiça Eleitoral, e os resultados são consolidados nacionalmente pelo TSE, que divulga a apuração.

Na avaliação do partido, o retorno de um procedimento anterior, no qual a totalização dos votos regionais era feita pelos estados e depois enviada ao TSE para soma geral criaria uma camada adicional de conferência dos resultados.

Para Sóstenes Cavalcante, o modelo funcionaria como uma espécie de cópia de segurança, ou backup, da apuração nacional e reduziria riscos de ataques cibernéticos.

Partido defende rever zonas eleitorais em áreas dominadas pelo crime organizado

Outra proposta já definida pelo grupo de trabalho do PL prevê a revisão da localização de zonas eleitorais instaladas em regiões sob influência de facções criminosas e milícias, especialmente no Rio de Janeiro.

Na avaliação da legenda, a presença de organizações criminosas pode favorecer a coação de eleitores e comprometer a liberdade do voto.

Por isso, o partido defende que a Justiça Eleitoral transfira esses locais de votação para áreas sob maior controle do Estado.

Voto impresso continua nos planos

Enquanto trabalha por mudanças no sistema eleitoral pelo TSE para as eleições deste ano, o PL não pretende abandonar uma das principais bandeiras defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro desde 2018.

Segundo Sóstenes Cavalcante, a proposta sobre o voto impresso continuará sendo defendida pelo partido no Congresso e poderá voltar à pauta caso o senador Flávio Bolsonaro seja eleito presidente da República.

O parlamentar afirmou que não há tempo hábil nem recursos para implementar o voto impresso nas eleições de outubro, mas disse esperar que um eventual governo do PL retome a discussão.

Atual presidente do TSE e ministro do STF, Kassio Nunes Marques já afirmou que a discussão sobre a adoção do voto impresso deve ser conduzida pelo Poder Legislativo, e não pela Justiça Eleitoral.

fonte: 40 Graus

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