
Analistas percebem que Lula já entrgou os pontos
O discurso de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a apuração teve “clima de velório” entre aliados e pouca energia no ambiente, analisaram José Roberto de Toledo, Josias de Souza e Thais Bilenky no UOL News.
Enquanto Lula repetia temas já usados no primeiro turno, a transmissão mostrou lideranças petistas e aliados com semblante abatido.
A avaliação foi que o presidente teve dificuldade de projetar futuro na fala.
Thaís Bilenky reforçou que Lula admitiu que pensou que ganharia no primeiro turno e classificou o momento como um “discurso de lamento”.
Para ela, o resultado abriu três semanas decisivas para a campanha do segundo turno.
“É um discurso de lamento do presidente. Vamos ver que tipo de embicada ele vai dar nessa campanha do segundo turno. A campanha ainda não acabou, ainda tem mais três semanas pela frente”.
José Roberto de Toledo afirmou que Lula não estava falando de acordo com o “mote da campanha” e comparou o ambiente ao de um velório, com aliados impactados por derrotas nas urnas.
“Dessa vez, o que você está vendo aqui é um monte de pessoas que foram derrotadas na urna, estão com uma cara proporcional ao desempenho que receberam de votos e é uma cara de enterro. A expressão do Mercadante ali é a expressão de quem foi num funeral”.
Josias de Souza disse que os pronunciamentos de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL) mostravam “contraste”.
“Estamos vendo dois pronunciamentos muito contrastantes, o do Lula no ambiente meio de funeral e o do Flávio Bolsonaro com entusiasmo. O Lula está meio repetindo o que já não deu certo”.
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