
Flávio atribuiu ao Supremo Tribunal Federal uma postura autoritária e política
O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), prometeu mudar o perfil das futuras indicações ao STF caso seja eleito, com pessoas que “não fiquem militando”.
O senador também disse que pretende levar em consideração a postura dos indicados diante da liberdade de imprensa.
“Eu vou indicar cinco pessoas que respeitam o jornalismo, que respeitam a Constituição, enfim, pessoas que sejam decentes e que não fiquem militando de lá.”
A quantidade efetiva de ministros que um eventual presidente poderá indicar, contudo, depende da abertura de vagas durante o mandato.
Os integrantes do STF permanecem no cargo até os 75 anos, quando ocorre a aposentadoria compulsória, salvo saída antecipada.
A declaração ocorreu durante uma conversa em que Flávio criticou a atuação do ministro Flávio Dino, ao sair em defesa do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida.
O candidato afirmou que, apesar de ter sido alvo de reportagens negativas ao longo de sua trajetória política, sempre respeitou o trabalho da imprensa.
“Eu sou um cara que já cansei de receber matéria ruim contra mim”, disse. “Sempre respeitei o bom jornalismo investigativo.”
Críticas a Dino
Flávio atribuiu a Dino uma postura autoritária e afirmou que o ministro se comporta como se estivesse acima dos limites impostos às autoridades públicas.
“O problema é que o Flávio Dino se acha acima de tudo, acima de qualquer lei”, analisou. “É uma empáfia, uma soberba, um autoritarismo, uma arrogância que ninguém nunca viu na vida.”
O senador também contestou o perfil político do magistrado, que foi ministro da Justiça do governo de Luiz Inácio Lula da Silva antes de ser indicado pelo petista ao Supremo, em 2023.
“O Flávio Dino nunca foi um juiz”, ressaltou “Ele continua sendo um militante comunista no Supremo Tribunal Federal. (…) O jornalismo está sendo ameaçado. O jornalismo é um pilar fundamental para a nossa democracia.”
Crise no Supremo
A promessa de alterar o perfil das indicações ocorre em um momento de forte desgaste político e institucional envolvendo o STF.
Nas últimas semanas, os desdobramentos do caso Banco Master expuseram divergências entre ministros e colocaram sob discussão a atuação de integrantes da própria Corte.
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