
Generais temem que eventual governo Flávio Bolsonaro “comam” os melancias
O Alto Comando do Exército se reuniu na semana passada para definir a promoção de oficiais generais.
Além das promoções, havia um tema que não podia deixar de estar presente nas conversas entre os generais: o resultado do primeiro turno das eleições.
Existe um consenso entre os generais sustentado pelas pesquisas eleitorais:
Flávio Bolsonaro é o favorito para ser eleito presidente da República em 25 de outubro.
Os ataques ao Alto Comando em 2022 praticados por oficiais que executaram uma operação psicológica para desestabilizar os generais, bypassá-los e, assim, impedir a posse de Lula, ficaram no passado, depois da barafunda na qual o STF se meteu.
Para os generais, Flávio não é Jair.
O filho aceitaria assessoramento, o pai não.
O filho conversava no Senado com seus pares; o pai se isolava na Câmara dos Deputados.
Ninguém entre os generais acredita que o filho se dedicará a uma vingança contra as Forças Armadas.
Flávio teria muitas outras coisas urgentes a cuidar no País, em vez de querer criar uma crise na área militar.
Mas, e se Eduardo Bolsonaro estiver certo ao dizer que todas as escolhas de ministros de Flávio passarão por seu pai?
Paulo Figueiredo da chamada turma de Miami será ouvido sobre quem será o novo titular da Defesa?
Ou a escolha recairá sobre os três generais mais antigos da Força?
A turma de Miami quer se vingar daqueles a quem chama de os “melancias”?.
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