Quinta, 8 de outubro de 2026 · Campo Grande, MS
Brasil

Impeachment: Tsunami da direita apavora STF

Bancada do impeachment é eleita em massa pelos brasileiros: Um tsunami

A eleição deste domingo redesenhou a composição do Senado e põe na pauta o impeachment de ministros do STF com a confirmação do avanço das forças de direita na Casa.

O PL foi o grande vencedor da disputa, com 19 dos 54 senadores eleitos nas 27 unidades da Federação, consolidando a legenda como a principal força partidária do novo Senado.

O resultado representa uma presença expressiva do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, e inclui seis estados em que o PL conseguiu eleger os dois senadores em disputa:

Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina, além de resultados relevantes em outras unidades da Federação.

PL abre vantagem

Com 19 eleitos, o PL aparece isolado na liderança entre os partidos. O MDB, com sete senadores, fica na segunda colocação, seguido pelo PT, com seis.

Na sequência aparecem PP, PSB, União e Novo, cada um com três eleitos. Republicanos, PSDB, Podemos e PSD conquistaram duas cadeiras cada. Rede e PDT completam a composição com uma vaga cada.

Impeachment de ministros do Supremo

O Senado Federal tem a competência Constitucional de processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade, conforme o artigo 52, inciso II, da Constituição Federal.

Qualquer cidadão pode apresentar uma denúncia por crime de responsabilidade contra um ministro do STF.

Cabe à Presidência do Senado Federal dar ou não seguimento aos pedidos protocolados na Casa.

Com a expressiva bancada, o próximo presidente do Senado deve ser um protagonista do PL, desbancando o arquivador-geral Davi Alcolumbre.

Para que ocorra a condenação e a perda do cargo, é necessário o voto favorável de dois terços dos senadores (o equivalente a 54 dos 81 parlamentares).

Após as eleições de outubro de 2026, levantamentos apontam que a chamada “bancada do impeachment” no Senado Federal passou a contar com cerca de 49 a 50 parlamentares que defendem ou apoiam a abertura de processos contra integrantes da Corte.

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