Quarta, 15 de julho de 2026 · Campo Grande, MS
Brasil

Ministros do STF insistem em brecha que pode anular Lava Jato

Ministros do STF querem ajustes na tese apresentada pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, para delimitar o alcance da decisão que abre brecha para a anulação de condenações da Lava Jato, como a do ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia (SP).

O julgamento, que estava previsto para ser retomado nesta quinta-feira, foi adiado por conta de um impasse na costura de um consenso em torno da proposta.

Dos 11 integrantes da Corte, oito decidiram que é necessário fixar parâmetros – os ministros Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio, por outro lado, rechaçaram sequer iniciar essa discussão.

A tese apresentada por Toffoli fixa critérios para delimitar a brecha que pode anular casos da Lava Jato.

O ministro propôs aos colegas que réus condenados pela Justiça podem ter a sentença anulada nos casos em que haviam solicitado falar por último na primeira instância, mas tiveram o direito negado pela Justiça.

Toffoli também sugeriu que é necessária a comprovação da demonstração de prejuízo por parte da defesa do réu.

Na sessão de quarta-feira, Rosa Weber disse que o réu delatado que não teve assegurado o direito de falar por último não precisa comprovar o prejuízo à defesa.

Para a ministra, só o fato de o direito ter sido negado pela Justiça já deve levar à anulação da sentença.