Oposição critica Lula por rejeitar enquadramento de facções criminosas como grupos terroristas
A oposição criticou duramente o presidente Lula após o chefe do Executivo rejeitar a classificação de facções criminosas como organizações terroristas
A polêmica surgiu após declaração feita pelo petista em um evento sobre o tema, realizado no Rio de Janeiro.
Na ocasião, Lula reforçou que “não aceita” a decisão dos Estados Unidos de enquadrar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Facções dominam quase 1.700 favelas no Rio
O cenário de violência é apontado como grave: bandidos armados controlam cerca de 1.700 comunidades cariocas e desafiam abertamente as autoridades.
Vice-líder da oposição diz que Lula ‘protege criminosos’
Em entrevista ao Diário do Poder, o vice-líder da oposição na Câmara e candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Sanderson (PL), avaliou que a fala do presidente revela desconexão com os anseios da sociedade e das forças de segurança.
“Lula mais uma vez defendendo seus ‘meninos’. Ao proteger os criminosos, deixa claro de que lado está. Essas organizações torturam, estupram, executam e matam policiais. Lula nunca esteve do lado do cidadão de bem. Nunca”, disse Sanderson.
Candidatos reforçam as críticas
Entre os que disputam vaga na Câmara, Coronel Tadeu (PRD-SP) sustentou que o debate deveria focar no impacto real das facções sobre os moradores.
“Quem mora nas comunidades sabe o que é o terrorismo imposto pelas facções. São famílias ameaçadas, comerciantes extorquidos e policiais assassinados. A prioridade deveria ser proteger quem trabalha e cumpre a lei, não discutir semântica para amenizar a ação dos criminosos”, afirmou.
Na mesma linha, Sargento Gurgel (PL-RJ) contestou o posicionamento presidencial e ressaltou o papel dos agentes que atuam diretamente no combate às facções.
“É muito fácil falar de segurança pública em um palanque. Difícil é olhar nos olhos de uma família que perdeu um policial para o crime organizado. Quem está na linha de frente sabe que PCC e Comando Vermelho representam uma ameaça concreta ao Estado e à população”, afirmou.
Moana Valadares (PL-SE) completou o coro ao pedir uma política mais rígida contra as organizações criminosas.
“O brasileiro quer um governo que enfrente o crime organizado com autoridade. Facção que controla território, impõe medo, cobra pedágio e mata agentes públicos precisa ser tratada como uma ameaça gravíssima. O cidadão de bem não pode ser colocado em segundo plano”, disse.
É ótimo te-lo como leitor. Continue na companhia do mspontocom em: https://mspontocom.com.br/ ou https://www.facebook.com/rafael.rodrigues.14038/

