EUA, PCC, CV: Siglas importantes no território governado por Lula
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que organizações classificadas por Washington como terroristas podem ser consideradas alvos legítimos de operações norte-americanas na América Latina.
A declaração foi feita durante uma entrevista no Panamá, em meio ao avanço da estratégia do governo Donald Trump contra cartéis e grupos criminosos na região.
A fala chama atenção no Brasil porque o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), duas das maiores organizações criminosas brasileiras, foram oficialmente classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas em maio deste ano.
Questionado sobre a possibilidade de operações militares contra grupos armados que atuam na Colômbia, Hegseth confirmou que dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e integrantes do Exército de Libertação Nacional (ELN) poderiam estar entre os alvos.
Em seguida, ampliou a afirmação para outras organizações terroristas designadas pelos Estados Unidos.
Segundo o secretário, grupos classificados dessa maneira podem ser tratados como alvos legítimos em ações realizadas pelos Estados Unidos em conjunto com governos parceiros, citando especificamente a Colômbia.
A estratégia anunciada por Hegseth ocorre em um momento de maior aproximação militar entre Washington e governos latino-americanos dispostos a cooperar diretamente no combate ao crime organizado.
A Colômbia está entre os países que aderiram à nova estrutura de cooperação, enquanto operações e ações conjuntas também passaram a fazer parte da política norte-americana de combate ao narcotráfico na região.
No caso brasileiro, a declaração do secretário de Guerra ganha peso justamente porque PCC e Comando Vermelho têm suas principais bases no país e possuem redes criminosas que ultrapassam as fronteiras nacionais.
As duas organizações também são apontadas por autoridades brasileiras e estrangeiras como participantes de atividades relacionadas ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outras modalidades de crime organizado.
Apesar do tom mais duro adotado por Washington, qualquer eventual operação militar norte-americana no Brasil dependeria de circunstâncias e decisões que não foram anunciadas.
fonte: Pedro Taquari, Diário do Poder
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