Domingo, 16 de agosto de 2026 · Campo Grande, MS
Brasil

Para os EUA, PCC e Comando Vermelho são alvos legítimos

EUA, PCC, CV:  Siglas importantes no território governado por Lula

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que organizações classificadas por Washington como terroristas podem ser consideradas alvos legítimos de operações norte-americanas na América Latina.

A declaração foi feita  durante uma entrevista no Panamá, em meio ao avanço da estratégia do governo Donald Trump contra cartéis e grupos criminosos na região.

A fala chama atenção no Brasil porque o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), duas das maiores organizações criminosas brasileiras, foram oficialmente classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas em maio deste ano.

Questionado sobre a possibilidade de operações militares contra grupos armados que atuam na Colômbia, Hegseth confirmou que dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e integrantes do Exército de Libertação Nacional (ELN) poderiam estar entre os alvos.

Em seguida, ampliou a afirmação para outras organizações terroristas designadas pelos Estados Unidos.

Segundo o secretário, grupos classificados dessa maneira podem ser tratados como alvos legítimos em ações realizadas pelos Estados Unidos em conjunto com governos parceiros, citando especificamente a Colômbia.

A estratégia anunciada por Hegseth ocorre em um momento de maior aproximação militar entre Washington e governos latino-americanos dispostos a cooperar diretamente no combate ao crime organizado.

A Colômbia está entre os países que aderiram à nova estrutura de cooperação, enquanto operações e ações conjuntas também passaram a fazer parte da política norte-americana de combate ao narcotráfico na região.

No caso brasileiro, a declaração do secretário de Guerra ganha peso justamente porque PCC e Comando Vermelho têm suas principais bases no país e possuem redes criminosas que ultrapassam as fronteiras nacionais.

As duas organizações também são apontadas por autoridades brasileiras e estrangeiras como participantes de atividades relacionadas ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outras modalidades de crime organizado.

Apesar do tom mais duro adotado por Washington, qualquer eventual operação militar norte-americana no Brasil dependeria de circunstâncias e decisões que não foram anunciadas.

fonte: Pedro Taquari, Diário do Poder

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