Como o Brasil é conhecido como país da impunidade após soltar Lula da Silva, o ex-governador (réu confesso) solicitou ao ministro Dias Toffoli, do STF, a extensão da decisão que anulou todos os atos da Operação Lava Jato contra o doleiro Alberto Youssef, principal nome da investigação à época, ligado a corrupção.
Na petição, a defesa de Cabral sustenta que a condenação imposta ao ex-governador em Curitiba é consequência direta da fase inicial da Lava-Jato, e que, diante da nulidade reconhecida no caso de Youssef, é necessário estender os efeitos da decisão ao ex-governador.
“A mácula na primeira fase da Operação Lava-Jato leva ao reconhecimento da nulidade de todas as 79 fases da operação”, argumentaram os advogados de Cabral, que também alegam ter havido um conluio entre os procuradores da força-tarefa e o então juiz federal Sergio Moro, hoje senador.
ilustração: Luan Sperandio
O ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral foi condenado a mais de 390 anos de prisão no âmbito da Operação Lava Jato.

