A “CPI da Covid” não está chegando realmente ao seu fim – está acabando, isto sim, com as marcas mais deprimentes de uma agonia.
Essa aberração, uma das mais alucinantes que o Congresso Nacional produziu em toda a sua história.
O relator da CPI, Renan Calheiros, é possivelmente o cidadão mais enrolado com o Código Penal Brasileiro que habita neste momento o Congresso Nacional – nove processos no lombo por corrupção estilo-livre, ou todos-os-estilos, fora vinte anos de frequência à seção policial mais pesada do noticiário político.
O presidente é outra piada sinistra: vem do Amazonas, o Estado onde mais se roubou dinheiro público destinado ao combate da Covid.
Ele mesmo, Omar Aziz, aliado direto da politicalha local, esteve envolvido até o talo em investigações de corrupção na área da saúde; sua própria mulher e irmãos chegaram a puxar cadeia fechada sob acusações de ladroagem no mesmo setor.
Da política brasileira, em geral, pode se esperar tudo, e do Senado, em particular, não se deve esperar nada – tudo normal, portanto, com o nível de qualidade infame da CPI.
fonte: trecho da coluna de J.R. Guzzo



