Fraude, desvio de dinheiro público, favorecimento de um grupo político.
Esses foram alguns dos crimes praticados por parlamentares, governadores e prefeitos ligados Consórcio Nordeste, órgão parido pelas administrações estaduais da região para, supostamente, combater a pandemia de covid-19.
Na prática, a corrupção corria solta, concluiu o relatório da CPI da Covid da Assembleia do Rio Grande do Norte publicado nesta quinta-feira, 16.
Essa Comissão Parlamentar de Inquérito fez o que deveria ter feito a CPI da Covid de Brasília, comandada por Renan Calheiros e Omar Aziz, entre outros.
Na mira das investigações estavam dois governadores e dois ex-ministros filiados ao PT envolvidos na compra de respiradores que custaram R$ 50 milhões e nunca foram entregues.
São eles: Fátima Bezerra, governadora do Estado; Rui Costa, presidente do consórcio e governador da Bahia; Carlos Gabas (secretário do consórcio), ex-ministro da Previdência de Dilma Rousseff, e Edinho Silva, seu “irmão de alma”, como costuma dizer, que hoje é prefeito de Araraquara (SP).
Os parlamentares da comissão pediram o indiciamento dos quatro petistas.
A Revista Oeste conversou com o deputado Kelps Lima (Solidariedade-RN), que presidiu os trabalhos. “Ficou claro que o Consórcio Nordeste se transformou em agente de um projeto político nacional em que houve fraude, desvio de dinheiro público e favorecimento dos interessados”, concluiu.



