A jornalista Eliane Cantanhêde afirmou que a robusta manifestação de ontem na Avenida Paulista
prova o que todos já sabem: que o Brasil não é unanimemente lulista, o que exige que Lula faça mais do que ter ministros excelentes (sério?). Muitos comentaristas no exterior também trataram os atos como se fossem puramente de rejeição a Lula.
O STF equivocadamente ficou de fora dos holofotes dessas pessoas. Se o ato deveria ser pedagógico para alguém, era para os poderosos togados, que, não me iludo, desprezarão qualquer lição da realidade, preferindo cultivar a fantasia que criaram para si mesmos de que são heróis aclamados pela pátria.
Não tenho nenhum problema em polarizar contra o mal em si. A juristocracia e o lulopetismo são inimigos existenciais da liberdade e merecem ser questionados e confrontados com vigor à altura do horror que representam.
Todos que chancelaram a volta de Lula ao poder e justificam as ações autoritárias do Judiciário estão, em alguma medida, se comprometendo moralmente por fazê-lo; já o disse e não o renego. Contudo, e não podemos deixar que a polarização nos cegue quanto às complexidades humanas, isso não os torna um oceano de milhões de canalhas uniformes.
Conheço, sim, pessoas que persistem tomadas por uma ilusão ideológica estúpida, votando em alguém que não deveria ter saído da cadeia, mas são capazes de atos de extrema generosidade. O mundo não é tão simples quanto nossas postagens de frases de efeito contra nossos opositores.
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