Apesar das críticas de entidades de saúde, o governo Lula e o Judiciário têm avançado em iniciativas para legalizar o plantio de maconha no Brasil.
Um grupo de trabalho ligado ao Ministério da Justiça, está em fase final de elaboração de um decreto que visa liberar o cultivo da planta.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também decidiu se envolver na questão, apesar do plantio de maconha ser proibido pela Lei de Drogas.
No último 4 de junho, a ministra Regina Helena Costa promoveu uma audiência pública para discutir o assunto, que durou mais de sete horas.
A pressão para liberar o plantio da maconha, apesar dos riscos para saúde e segurança pública, vem, principalmente, de um lobby de empresas interessadas em um mercado bilionário.
Entre os perigos apontados por especialistas, caso o cultivo da maconha deixe de ser crime, estão a dificuldade para a fiscalização dos locais de plantio e a ampla flexibilização na prescrição médica de produtos à base de Cannabis.
Em resposta, especialistas, como Ronaldo Laranjeira, professor de psiquiatria da Unifesp e doutor pela Universidade de Londres, explicam que há ainda poucas evidências científicas para o uso medicinal de elementos da Cannabis.
“Não tenha dúvida que a maconha vai ser desviada ou que, nessa estrutura, vai poder se cultivar ou fazer testes genéticos para produzir maconhas mais fortes. O crime organizado vai nadar de braçada aí nesse laboratório que será custeado pelo dinheiro público”, afirma Laranjeira.
fonte: Gazeta do Povo
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