
Temperaturas em regiões do universo profundo mostram que o “vazio” cósmico pode ser muito mais energético do que se pensava, e isso muda tudo o que achávamos saber sobre a evolução do cosmos.
Por muito tempo acreditou-se que, longe das estrelas e galáxias, o universo fosse frio, silencioso e inerte.
Mas novas medições mostram que o espaço profundo, mesmo aquele aparentemente vazio, está fervendo com uma energia surpreendente. As regiões entre as galáxias, que deveriam ser frias e estáticas, estão, na verdade, aquecidas a milhões de graus.
Esse calor não vem do Sol, nem de estrelas próximas.
Ele está ligado ao movimento e à colisão de estruturas gigantescas no universo, como galáxias e aglomerados, que liberam ondas de choque colossais e aquecem tudo à sua volta.
É como se o espaço estivesse em constante ebulição, mesmo onde não há luz visível.
Isso muda completamente a imagem do cosmos que tínhamos.
A “teia cósmica” é uma imensa rede de filamentos que conecta as galáxias e não é fria e invisível como se imaginava.
Ela brilha em frequências invisíveis ao olho humano e guarda a chave para entender como o universo cresceu e se organizou ao longo de bilhões de anos.
O calor desses vazios cósmicos pode também ajudar a resolver mistérios antigos, como o “desaparecimento” de parte da matéria do universo.
Cientistas há anos buscavam por uma porção de matéria “sumida” e até agora parecia que ela estava disfarçada, escondida nesses filamentos superaquecidos entre galáxias.
Essa nova visão revela um universo mais dinâmico, violento e quente do que o que aprendemos na escola.
Em vez de um espaço vazio e silencioso, o cosmos é um campo de batalha cósmico em constante transformação, onde cada partícula pode estar vibrando com energias extremas, mesmo nas regiões mais escuras e aparentemente “vazias” do céu.
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