Moro sobre PCC: “Não recuaremos contra o crime organizado”

Trocas de mensagens entre integrantes de um grupo criminoso que vendia acesso a dados de milhões de brasileiros por meio de uma plataforma chamada I-Find indicam que a ferramenta foi usada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para monitorar o senador Sergio Moro, ex-juiz da operação Lava Jato e ex-ministro da Justiça.

Conversas mantidas num aplicativo de mensagens chamado “Nicegram” sabiam que integrantes do PCC, a maior facção criminosa do país, usaram o módulo “Radar” da plataforma para monitorar Moro.

Na investigação, a PF afirma haver indícios de que a função “Radar” foi usada por criminosos para mapear a rotina de Moro durante o planejamento de um atentado que seria executado pelo PCC.

A própria Polícia Federal estabelece conexão entre as consultas na plataforma ilegal e o plano do PCC de assassinar Moro em 2023.

A investigação apontou que o motivo para a execução de Moro estaria relacionado à decisão dele, quando ministro da Justiça, de transferir líderes da facção para presídios federais de segurança máxima.

Moro afirmou em suas redes sociais: “Combater o crime organizado com rigor e seriedade tem o seu preço, mas jamais recuaremos”.

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