
O perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no TSE, afirmou que o ministro fez um “mutirão de perseguição à direita” quando presidiu a Corte, entre 2022 e 2024.
Em audiência na Câmara ele relatou a deputados que perfis conservadores eram monitorados e derrubados em redes sociais por orientação de servidores e integrantes de comissões internas do TSE.
Segundo Tagliaferro, os pedidos de derrubada de perfis eram feitos em reuniões com as empresas de rede social e softwares de comunicação.
“Eles [servidores] participavam constantemente das reuniões no TSE e sempre era cobrado celeridade para que o pedido do Alexandre de Moraes fosse realizado, caso contrário, eles eram ameaçados com a possível derrubada da plataforma”, declarou Tagliaferro.
Entre os colaboradores de Moraes, Tagliaferro citou Gisele Siqueira, ex-secretária de Comunicação; Dario Durigan, ex-diretor de Políticas Públicas do WhatsApp e atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda; José Levi do Amaral Júnior, ex-secretário-geral do TSE na gestão de Moraes; e Adaíres Aguiar, da Secretaria de Transporte do TSE.
MORAES DESTRUINDO A NAÇÃO
No depoimento, ele voltou a fazer duras críticas a Moraes.
“Quem está destruindo toda nação e o Estado Democrático de Direito é o próprio Alexandre de Moraes. Ele fez toda uma manipulação, não só processual, mas uma manipulação de mídia e uma perseguição nas redes sociais pra fazer com que ficasse de acordo com o ideal dele”, declarou.
Tagliaferro afirmou que todo o material que tem apresentado no Congresso — conversas em aplicativos e ordens internas — foi periciado e certificado pela Polícia Federal.
Tagliaferro relata dificuldades de levar denúncias adiante
Durante a audiência, Tagliaferro disse que a única forma de enfrentar a situação no país é “bater de frente” contra ministros do STF como Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.
Ele relatou a dificuldade de levar adiante suas denúncias, afirmando que muitas pessoas foram punidas simplesmente por republicar conteúdos da oposição, especialmente da família Bolsonaro e de parlamentares como Carla Zambelli (PL-SP).
O ex-assessor declarou ainda que está preparado para as consequências de suas acusações.
fonte: Gazeta do Povo


