O ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE, Eduardo Tagliaferro, declarou em entrevista ao programa Faroeste à Brasileira que o magistrado pressionava representantes de big techs no Brasil para que conteúdos críticos à esquerda fossem retirados das plataformas.
Segundo ele, havia um “mutirão de perseguição à direita” dentro do Supremo.
“Eram várias pessoas do grupo de Moraes que ficavam o tempo inteiro olhando redes sociais ou recebendo informações em um grupo do próprio STF”, disse.
Tagliaferro acrescentou que não havia integrantes ligados à direita na equipe de monitoramento.
Reuniões com plataformas e pressões
O ex-assessor relatou que empresas como Meta e Telegram participavam de constantes reuniões no TSE, onde eram discutidas regras de privacidade e moderação de conteúdos.
“Essa pressão era grande, inclusive com multas pesadas”, afirmou.
As multas, segundo ele, podiam variar de R$ 100 mil a R$ 150 mil por hora caso a ordem não fosse cumprida após duas horas.
Algoritmos para remoção automática
Tagliaferro também contou que havia a exigência de que as plataformas criassem mecanismos automáticos para derrubar conteúdos.
“Postagens de um público de direita que falariam da esquerda ou de Lula”, exemplificou.


