Estadão acusa Lula de romantizar crime e ideologia coitadista

Editorial do Estadão intitulado “A sociologia de Lula romatiza o crime” publicado neste domingo (2) retoma uma linha argumentativa recorrente do jornal contra políticas progressistas na área criminal, atribuindo à esquerda uma suposta “romantização” da violência urbana e tratando a fala recente do presidente Lula como sinal de uma visão estruturalmente conivente com criminosos.

 Confira trechos:

Já entrou para a antologia política a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que os traficantes são “vítimas dos usuários”.

Em seguida, temendo os efeitos eleitorais, tentou dizer que a frase foi “mal colocada”.

Seus intelectuais de estimação – sempre prontos a traduzir toda estupidez lulista em tese sociológica – contemporizaram: o presidente só queria apontar a cumplicidade do consumo na cadeia do tráfico.

Mas não foi ato falho.

Para Lula e a esquerda, o crime, numa sociedade capitalista, é mero subproduto do meio, um reflexo das desigualdades.

A culpa, portanto, é da sociedade.

De Marx a Foucault, a cada geração os esquerdistas conjuram a fraseologia da “violência estrutural” para dissolver responsabilidades pessoais em sociologia.

O criminoso é desconstruído como sujeito ético e reduzido a objeto de forças externas.

No lugar da moral, entra o diagnóstico: “contextos de vulnerabilidade”, “ressocialização em meio aberto”, “reeducação psicossocial”.

Sob essa semântica profilática, a delinquência vira sintoma, e o delinquente, paciente de uma patologia coletiva diagnosticada por quem jamais esperou um ônibus à noite.

E enquanto o crime avança, os criminólogos lapidam eufemismos.

Essa subcultura humanitária não disfarça uma inversão moral: a compaixão pervertida em condescendência.

A responsabilização do indivíduo é tratada como opressão burguesa, e a indulgência, como virtude.

O progressismo cultiva o marginal como símbolo de “autenticidade social”, enquanto humilha o cidadão comum, que paga impostos e respeita a lei, como hipócrita e alienado.

O delinquente virou personagem de “resistência”; o trabalhador, engrenagem da máquina de opressão. (…)

A ideologia coitadista fabricou um paradoxo cruel: quanto mais a esquerda se compadece dos criminosos, mais abandona os pobres.

O progressismo penal, que se apresenta como gesto civilizatório, é na prática um luxo ostentado por elites protegidas nas torres de marfim da academia ou em condomínios amuralhados.

E quem paga a conta são os pobres.

São eles que veem seus filhos aliciados, seus bairros sitiados, sua vida devorada por uma guerra estetizada pela retórica progressista.

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