STF libera mais um corrupto condenado na Lava Jato

Depois de “descondenar” Lula, ministros do STF continuam sua campanha de desmonte da Operação Lava Jato.

Uma reviravolta marcou o julgamento de Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, quando o ministro Dias Toffoli, do STF passou a defender a anulação de todos os atos da Operação Lava Jato contra ele.

Em 22 de abril de 2025, Duque foi condenado pela Justiça Federal de Curitiba a 29 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro com relação a fraudes de R$ 525 milhões em contratos na Petrobras.

Toffoli havia sido contrário ao pedido de Duque em duas oportunidades, mas mudou de entendimento depois do novo voto de Gilmar Mendes.

Em setembro de 2024, Toffoli rejeitou, de forma individual, o pedido da defesa de Duque, alegando ausência de “conluio direto” entre o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores, conforme sustentado a partir de mensagens obtidas por hackers.

No mês seguinte, outubro de 2024, Toffoli reafirmou sua posição contrária à anulação durante a sessão colegiada, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista de Gilmar Mendes.

A análise foi retomada na sexta-feira 31, quando Gilmar Mendes divergiu e reconheceu suposto “conluio” entre Moro e a força-tarefa, defendendo a nulidade dos atos praticados contra Duque.

BLA BLA BLA PELA IMPUNIDADE

Com a leitura do voto de Gilmar, Toffoli declarou ter ajustado seu entendimento.

“Analisando o caso depois do voto-vista do Ministro Gilmar Mendes, reajusto o voto por mim proferido”, disse o ministro.

Ele então acompanhou o colega, votando pela anulação de todas as decisões de Moro sobre Duque, inclusive nas fases de investigação.

Gilmar Mendes apontou que Duque foi alvo de “abusos e fraudes processuais” e classificado como “alvo político” pela força-tarefa e por Sergio Moro.

 A decisão final deve ser conhecida até a próxima sexta-feira, 7, quando termina a sessão virtual no Supremo Tribunal Federal.

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Via Revista Oeste

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